Aral Moreira
União reconhece situação de emergência em Aral Moreira e outras 13 cidades
Portaria foi publicada no Diário Oficial da União dessa quinta.
POR JOELSO GONçALVES
— 1489Aral Moreira (MS) – O município de Aral Moreira, na fronteira com o Paraguai, e outros 13 (treze) municípios de Mato Grosso do Sul, que foram drasticamente atingidos pelas fortes chuvas nos últimos meses, o que acarretou em uma série de prejuízos como quedas de pontes, danificação de estradas e casas, entre outros, teve a situação de emergência reconhecida pelo Governo Federal, através da Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil.
A decisão da Portaria nº 259, na qual reconhece que, em decorrência das chuvas intensas que caíram sobre esses municípios encontram-se oficialmente, perante a União, em estado de emergência, foi publicada no Diário Oficial da União na edição dessa quinta-feira, 17 de dezembro.
Entre as cidades que constam no documento estadual encaminhado à União estão Aral Moreira, Amambai, Caarapó, Coronel Sapucaia, Eldorado, Iguatemi, Itaquirai, Japorã, Juti, Navirai, Novo Horizonte do Sul, Paranhos, Sete Quedas e Tacuru.
Na semana passada, durante visita do ministro da Integração Nacional, Gilberto Occhi, na cidade de Amambai, o prefeito Edson de David, que na ocasião esteve acompanhado pelo vice-prefeito, Profº Eugenio Freire e o coordenador da Defesa Civil local, José Bóia, entregou ao ministro uma espécie de “dossiê” apontando os principais problemas acarretado pela incidência de chuvas nos últimos meses no município.
No relatório, que foi elaborado por uma equipe da prefeitura Municipal com o apoio de representantes da Defesa Civil local, que percorreu, praticamente, toda a extensão do município, foi mensurado os principais estragos e os locais que foram mais atingidos pelas fortes chuvas que atingiram a região.
Entre os problemas apontados no relatório, segundo o prefeito Edson de David, estão prejuízos em infraestrutura como danificação de estradas e pontes, destruição de tubulações, o que deixou alguns trechos de rodovias intransitáveis.
Segundo o prefeito, estima-se que seja necessário em torno de 5 milhões para recuperar os estragos provocados pelas chuvas, já que duas pontes de madeiras tiveram suas estruturas abaladas e terão que ser substituídas por estruturas de concreto.
Há grande prejuízo também na agricultura, o que ainda não é possível mensurar o volume de prejuízos pela quebra de safra, cuja primeira colheita começaria no próximo dia 15 de janeiro.
Com o reconhecimento federal, o Governo do Estado elabora novo documento para requerer verba especifica para o restabelecimento dos serviços essenciais e reconstrução de pontes e dutos nas cidades atingidas.
Por enquanto, os trabalhos são paliativos, como entrega de kits emergenciais de limpeza, higiene, além de entrega de dormitório provisório e colchão na Capital para serem distribuídos entre as famílias prejudicadas em todo o sul do Estado.


