Aral Moreira
Edson de David e Eugenio Freire participam de audiência e cobram empenho das autoridades sobre o conflito agrário
POR JOELSO GONçALVES
— 1069Aral Moreira (MS) – O prefeito de Aral Moreira Edson de David, juntamente com seu vice Profº Eugenio Freire, o secretário de obras Joacir Rodrigues de Lima e alguns produtores do município, estiveram na segunda-feira, 6 de junho, em Campo Grande, onde participaram de uma audiência pública para debater sobre o conflito agrário na região.
Intitulada “Conflitos Agrários no MS”, a audiência, que aconteceu no Plenário da Assembleia Legislativa, reuniu prefeitos, indígenas, representantes da bancada estadual e federal e representantes do setor rural que manifestaram angústia quanto às invasões indígenas.
Durante o encontro, entre outras medidas, ficou proposto a formação de uma comissão formada por entidades representativas do setor produtivo, indígenas, parlamentares estaduais e federais e prefeitos, onde debaterão sobre a demarcação junto ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, em data ainda a ser confirmada.
Em Aral Moreira, o problema das invasões de terras indígenas tem “assolado” os produtores da região e diante da inércia do governo federal para buscar uma solução para o impasse, o problema já se arrasta há anos e tem se agravado nos últimos meses.
Prova disso, e a invasão a duas fazendas, Três Poderes e Água Branca, ambas situadas na região conhecida como “Tagi”, em Aral Moreira e da Fazenda Madama, situada entre os município de Amambai e Coronel Sapucaia, onde os indígenas acabaram sendo dispersados pelos produtores rurais da região, ambas ocorridas no final do mês passado.
Após as invasões o clima na região era de tensão e insegurança, já que muitos temiam novos confrontos entre indígenas e fazendeiros.
Diante dessa situação e temendo novas invasões e conflitos entre indígenas e produtores o prefeito Edson de David e o vice Profº Eugenio Freire vêm se mobilizando junto às autoridades estaduais e federais, no sentido de buscar soluções para o impasse que ameaça a paz e o setor produtivo do Estado.
O prefeito Edson de David, também chegou a se reunir com o governador do Estado, Reinaldo Azambuja, para pedir a intervenção do Governo para resolver o problema.
Para o vice-prefeito Profº Eugenio Freire a morosidade do governo em buscar uma solução pacifica para o impasse gera insegurança e instabilidade no campo.
“No Brasil, o produtor rural precisa ter a garantia e a segurança da sua propriedade privada e os índios precisam de terras para criar seus filhos e prover o próprio sustento” defende Freire.
Eugenio Freire criticou ainda a influência de ONGs nas invasões. “Não podemos admitir influências de ONGs tendenciosas que querem transformar o nosso País em um verdadeiro caos. A entrada no Brasil e a legalização de povos estrangeiros a partir de documentos fornecidos pela FUNAI precisam ser analisados pelo Poder Judiciário e se possível embargado, além do que faz-se necessário rever os documentos expedidos e realizados nesses últimos cinco anos, uma vez que a nossa fronteira não poderá continuar desprotegida e vulneráveis para os imigrantes “indígenas”", acrescentou Eugenio ressaltando a importância do governo Brasileiro estabelecer critérios imediatos com eficácia para buscar uma solução pacifica para o problema.
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